Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em junho deste ano, o consumo global de peixes foi de 9 kg para 20,5 kg entre 1961 e 2018. É quase o dobro do crescimento da população e maior que a média anual de outras proteínas de origem animal, que é de 1,5% ao ano.

E no Brasil não foi diferente. Nas últimas décadas, houve aumento na produção de pescados cultivados e estabilização da pesca extrativa, que resultou no maior volume da oferta.

A Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR) ainda divulgou em seu Anuário 2020, que foram produzidas 722.560 toneladas de pescado com receita média de R$ 5,6 milhões. A tilápia representa 55,4% da produção nacional e coloca o Brasil como o quarto maior produtor da espécie do mundo.

Covid-19 e os Desafios do Mercado

Com o avanço da pandemia do novo Coronavírus, ao mesmo tempo que incentivou o consumo de produtos mais saudáveis, como peixes, crustáceos e moluscos, o fechamento de bares, restaurantes e cozinhas industriais também afetou negativamente o mercado piscicultor, pois era o seu principal canal de vendas.

Então, para aumentar o consumo, os produtores tiveram que se reinventar e começaram a atender pedidos menores, em mercados mais próximos da produção, até normalizar a comercialização.

Espera-se que o mercado continue crescendo, pois ele gera cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Fonte: Agrolink

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